Uma casa popular e sustentável, que será vendida em lojas de materiais de construção

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No projeto há previsão de aberturas para aproveitamento máximo da luz solar (Foto: Divulgação)

No projeto há previsão de aberturas para aproveitamento máximo da luz solar (Fotos: Divulgação)

Rio de Janeiro - Uma casa de baixo custo e com máximo aproveitamento de recursos naturais como a luz do sol e o vento. Assim é o “Minha Casa Holcim”, projeto desenvolvido pela cimenteira Holcim em parceria com a faculdade de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU/UFRJ).

O modelo de habitação, lançado nesta terça-feira, 3, foi concebido a partir de diretrizes de construção sustentável. O valor estimado para venda, incluindo material e mão de obra, foi calculado em cerca de R$ 45 mil, o que pode variar de acordo com a região e a customização na parte de acabamentos.

“Geralmente, são as casas de alto padrão, e não as populares, que incorporam a sustentabilidade, sempre aliada à tecnologia de ponta”, constata Leonardo Francisco Giglio, supervisor de Desenvolvimento de Canais e Marketing da Holcim.

O “Minha Casa Holcim” tem cinco sugestões de plantas com ideias que permitem a economia de energia e água, conforto térmico e reciclagem. Há opções com dois dormitórios, além de um modelo adaptado para quem tem algum tipo de deficiência física. Assim, a área total do imóvel pode variar entre 46 e 68 metros quadrados. Cada casa prevê, ainda, um espaço adicional que pode ser mudado de acordo com as preferências do morador.

Com relação aos itens de sustentabilidade, há a inclusão de locais para dispor de lixo reciclável e óleo de cozinha usado, mais entradas de luz (melhor iluminação natural), ventilação circular (aberturas mais altas), materiais que proporcionam conforto térmico e acústico, tecnologia de energia a gás ou elétrica (eficiência energética), com opção de captação de luz solar e gestão e economia de água (sistema de captação de água da chuva para reutilização).

O protótipo está montado no campus da FAU/UFRJ. O desenvolvimento do projeto foi realizado pelos arquitetos Osvaldo Luiz de Souza e Alice de Barros Horizonte Brasileira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ. Ambos já desenvolviam pesquisas em torno do tema construção sustentável.

Parte interna da casa sustentável e popular desenvolvida pela Holcim em parceria com a UFRJ

Parte interna da casa sustentável e popular desenvolvida pela Holcim em parceria com a UFRJ

COMERCIALIZAÇÃO E CONSTRUÇÃO - Outro elemento que merece destaque é a forma de comercialização. Será possível adquirir o projeto, assim como contratar a mão de obra e adquirir os itens necessários para erguer a casa em quiosques que serão montados em lojas de materiais de construção. Os compradores poderão visualizar as plantas em 3D. Para a execução, não há necessidade de “canteiro de obras”, pois os materiais chegam em contêineres com o objetivo de reduzir os resíduos de obra. A construção é rápida e leva cerca de 60 dias, podendo variar de acordo com as condições climáticas do local.

O projeto atende a região Sudeste e está disponível, nesse primeiro momento, em revendas da Holcim credenciadas de Vitória e do Rio de Janeiro.

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Medidas preventivas contra a dengue em condomínios

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Rio de Janeiro - Neste verão de altas temperaturas, é preciso redobrar os cuidados com a dengue. Principalmente durante o carnaval, quando os foliões caem na estrada, deixando casas e apartamentos fechados por um longo período. Nessa época, é importante reforçar com os síndicos a necessidade de orientar moradores sobre as medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A principal delas, ainda muitas vezes deixada de lado, é evitar o acúmulo de água parada em recipientes como vasos de plantas e garrafas. Nos pratos e pingadeiras de plantas, a água deve ser substituída por areia grossa.

Segundo a Lello Condomínios, especializada em administração condominial, as áreas comuns dos edifícios - como jardins, piscinas, caixa d`água, ralos externos, marquises e canaletas de drenagem para a água da chuva - também requerem atenção especial.

“Os fossos dos elevadores, por exemplo, precisam ser verificados semanalmente. Caso exista acúmulo de água, é preciso providenciar o escoamento por bombeamento. Apenas com o esforço conjunto de síndicos, zeladores e funcionários, aliado ao trabalho das autoridades em saúde, é possível garantir um verão livre da dengue”, destaca Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello Condomínios.

Nas lajes e marquises, deve-se manter o escoamento de água desobstruído, eliminando eventuais poças após cada chuva. Nos ralos externos e canaletas, deve-se usar tela de nylon (trama de um milímetro) ou colocar duas colheres de sopa de sal semanalmente para evitar possíveis focos do mosquito. As mesmas medidas valem para os ralos internos de esgoto. Já as calhas devem estar sempre limpas e sem pontos de acúmulo de água.

As piscinas, por sua vez, quando utilizadas com frequência, exigem apenas tratamento adequado com cloro. Já nas que são usadas eventualmente, o mais indicado é reduzir o volume de água o máximo possível e aplicar, semanalmente, cloro na dosagem adequada a esse volume de água.

Outro item que não pode ser esquecido são os vasos sanitários das áreas comuns do condomínio. Aqueles que são não usados com frequência devem ficar tampados e a descarga deve ser acionada semanalmente. Caso não possuam tampa, é preciso vedá-lo com saco plástico e fita adesiva.

Qualquer descuido pode, inclusive, custar caro para os cariocas. Em janeiro, o prefeito Eduardo Paes aprovou um projeto de lei que estabelece multa de R$ 300 a R$ 3 mil para donos de imóveis onde forem encontrados focos do mosquito. A lei promete rigor com os reincidentes, que poderão pagar a multa em dobro.

Casa sustentável projetada por estudantes brasileiros concorre na Espanha

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Fachada da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras (Foto: Divulgação)

Fachada da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro - As portas da casa podem ser deslocadas por toda a fachada, para serem posicionadas de acordo com a incidência do sol. Persianas especiais são instaladas nas janelas para permitir a entrada de luz sem deixar que o calor passe para os ambientes. Tudo é flexível para aproveitar ao máximo a energia solar. Foi partindo desse conceito que estudantes brasileiros de seis universidades criaram, juntos, a Casa Solar Flex. O projeto participará da competição internacional Solar Decathlon Europe (SDE), que acontecerá em junho deste ano, em Madri, na Espanha. A casa foi toda planejada para ser energeticamente sustentável e, depois de transportada até a capital espanhola em contêineres, será construída em apenas sete dias.

“A gente mandou uma proposta no início de 2008. A ideia era, além de investir em tecnologias sustentáveis, mudar os hábitos dos moradores. A partir daí, começamos a desenvolver o projeto. A casa foi construída para um casal, mas pode servir de residência temporária e até de hotel”, diz José Ripper Kos, coordenador da parte de arquitetura do projeto.

Varanda da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras

Varanda da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras

Com 70 metros quadrados de área construída, a casa, feita de material pré-fabricado, tem sala de estar, dormitório, cozinha e área externa. No centro da residência, há uma tela para mostrar ao morador todo o funcionamento dos ambientes. Através de um sistema de automação, painéis fotovoltaicos da fachada são acionados de acordo com o posicionamento do sol para aproveitar ao máximo a energia solar. Além disso, informações sobre a meteorologia ficam disponíveis para que o morador possa controlar a entrada de luz nos ambientes.

Soluções como captação de água da chuva, espaço para armazenamento de resíduos e fundações superficiais tornam a casa autônoma e reduzem a praticamente zero seu impacto no meio-ambiente. O que possibilita que ela seja instalada nos locais mais remotos, desprovidos de infraestrutura. E é por isso que, de acordo com José Ripper, o grupo de estudantes responsável pelo desenvolvimento do projeto pretende, através de subvenção do governo, atender regiões no Brasil que não tenham energia elétrica.

Casa Solar Flex, projeto de alunos de seis universidade brasileiras

Casa Solar Flex, projeto de alunos de seis universidade brasileiras

“Esta casa foi planejada para se adaptar ao clima espanhol, o que pode encarecer o custo de sua construção. Mas, com algumas adaptações e auxílio de programas do governo, podemos reduzir os gastos da casa, torná-la economicamente viável às populações de lugares onde a energia elétrica é parca ou inexistente”, adianta o arquiteto.

O grupo, chamado de Consórcio Brasil, é composto por alunos das universidades federais do Rio (UFRJ), Minas Gerais (UFMG), Santa Catarina (UFCS) e Rio Grande do Sul (UFRGS), além das estaduais de Campinas (Unicamp) e São Paulo (USP). Para montar o projeto ideal, o consórcio fez um concurso interno, em que estudantes das seis universidades entregaram seus próprios projetos. O júri foi composto por professores de todas as universidades e da Politécnica de Madri.

Esta é a primeira vez que o Brasil participa do evento. Durante a competição, estudantes de Madri ocuparão as casas participantes do evento para desempenhar atividades diárias da casa. A partir daí, será escolhido o vencedor.

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Hotel para plantas: uma alternativa para quem vai viajar no carnaval

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Hóspedes são regadas e levadas para banhos de sol (Foto: Divulgação)

Hóspedes são regadas e levadas para banhos de sol (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro - O carnaval está pertinho e já começa a agitar as ruas. Nesse período, muita gente vai cair na folia em outras cidades ou aproveita para fugir dos festejos num lugar bem escondido. Mas, quem tem plantas em casa, enfrenta um problema: o que fazer com elas? Deixar com os vizinhos, talvez? Ou lotar o vaso de água e confiar na sorte? Há uma alternativa melhor: algumas floriculturas e viveiros do Rio, São Paulo e Belo Horizonte oferecem serviço de hospedagem para plantas. Durante a estadia, as hóspedes são regadas e, as que precisam, são levadas para banhos de sol.

Os hotéis para plantas surgiram por causa dos bonsais, que exigem atenção especial. No Tropical Bonsai, localizado na Chácara Tropical, no Itanhangá, eles recebem mesmo tratamento vip. E o melhor: a diária custa modestos R$ 1. Durante o carnaval, conta o bonsaísta Edson Nascimento, o local chega a abrigar de 200 a 300 bonsais:

“Os bonsais precisam de sol e de rega diária. E, caso o cliente queira, podemos aproveitar a estadia da planta para realizar a poda de copa ou ainda a troca de terra, que é feita apenas uma vez por ano.”

No local, além do hotel, também funciona um ‘hospital’:
“As plantas doentes são avaliadas e recebem o tratamento indicado, que pode ser um adubo ou uma nova terra”, completa o especialista.

Um dos pioneiros no ramo, Márcio Azevedo, proprietário da Bonsai Kai, em São Paulo, já oferece estadia para essas árvores em miniatura há 15 anos.

“Esse serviço começou a ser oferecido a partir da necessidade dos clientes, que pediam para deixar suas plantas no viveiro enquanto viajavam. Hoje, nós hospedamos cerca de 300 plantas, dependendo do período. No carnaval, a procura pelo hotel aumenta bastante”, explica Márcio.

Também na Bonsai Kai, a diária custa apenas R$ 1, para bonsais de até três quilos. Durante a estadia, os vasos são regados e podados. Se alguma planta ficar doente, o biólogo envia um diagnóstico com orçamento ao dono por e-mail.

O serviço de hospedagem na Floricultura British, em Belo Horizonte, começou há três anos e por acidente. A florista Arlete Dutra, durante uma entrevista sobre como cuidar de plantas, brincou com a repórter ao dizer que, quem quisesse, poderia deixar as plantas para ela cuidar.

“No dia seguinte, já tinha uma pessoa com 30 vasos”, relembra a mineira.

A brincadeira virou um investimento. Hoje, seu hotel abriga plantas de pequeno e grande porte e ainda oferece serviço de hospital para as que precisam. Os preços variam de acordo com as necessidades de cada hóspede, sendo o preço mínimo da diária de R$ 5.

SERVIÇO:
Chácara Tropical - Rua Dom Rosalvo da Costa Rêgo 420 (Estrada da Barra da Tijuca), Itanhangá, Rio de Janeiro. Tels: (21) 2493-0394, (21) 2495-8065 e (21) 2495-8066

Bonsai Kai - Rua Miranda Guerra, 1530, Jardim Petrópolis, São Paulo. Tel: (11) 5546-0620

Floricultura British Columbia - Rua Carangola, 446, Bairro Santo Antônio, Belo Horizonte. Tel: (31) 3342-2291

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Casas construídas com plástico reciclado

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Rio de Janeiro - O uso de garrafas PET em tapetes, bases de pufes, luminárias e sistemas de aquecimento solar já é conhecido. Pois no segmento de materiais de construção, o tal polietieleno tereftalato também vem ganhando destaque. Em Manaus, o engenheiro eletrônico Luiz Antônio Pereira Formariz começou a investir na resina, tradicionalmente usadas em embalagens de refrigerante e água mineral, para fazer telhas. Assim, fundou a empresa Telhas Leve. O custo do metro quadrado do produto é de R$ 39, duas vezes mais alto que o da telha convencional de barro, que gira em torno de R$ 19. Mas, de acordo com Formariz, devido à sua leveza, o gasto com a estrutura do telhado custa R$ 15, um quarto do preço da tradicional, que é de R$ 70 em média.

As telhas de PET podem ainda ser encontradas em diferentes cores, como azul, amarela e vermelha. A marrom-cerâmica reproduz fielmente o tom das peças de barro. E a durabilidade do produto pode ser até cinco vezes maior. Além disso, Formariz destaca a importância que o produto traz ao meio ambiente.

“Hoje em dia, devido a popularização do consumo de refrigerantes embalados em garrafas de PET, a telha plástica tornou-se também uma grave ameaça ao meio ambiente, pois, após o consumo do conteúdo dessas garrafas, elas se transformam em lixo, causando poluições que afetam drasticamente o meio ambiente. Com a reciclagem do PET, existe a possibilidade de controlar esse problema, pois o material poderá ser transformado em outros produtos de grande utilidade e necessidades básicas para as pessoas”, explica o engenheiro.

Telha feita de garrafa PET pela Telha Leve (Fotos: Divulgação)

Telha feita de garrafa PET pela Telha Leve (Fotos: Divulgação)

A coleta das garrafas PET é feita por cooperativas e associações de catadores de lixo. A reciclagem do material, segundo o engenheiro, além de poder contribuir para uma possível fonte de renda para famílias pobres ou desempregadas, reduz os de custos de fabricação dos produtos. Por ser um material que depende apenas de coleta, reciclagem, e dos devidos tratamentos de preparação, o plástico implica num preço um pouco menor do que se fosse comprado novo.

Cores diferentes de telhas de plástico reciclado

Cores diferentes de telhas de plástico reciclado

PLÁSTICO RECICLADO PODE SUBSTITUIR O COMPENSADO EM ESTRUTURA DE EDIFÍCIOS - O plástico reciclado também vem substituindo os compensados de madeira tradicionalmente utilizados na construção de edifícios como suporte para a confecção da laje plana (”tipo cogumelo”, feita de concreto e que não necessita de vigas).

A ideia é da Premag, do Ceará, que fabrica o chamado “plasterit” partir de garrafas PET recolhidas por cerca de mil catadores da região. Segundo o engenheiro Luiz Edmundo Pereira, sócio-diretor da empresa, o emprego do plasterit na estrutura dos prédios pode trazer uma economia de cerca de 15% no valor da estrutura do prédio, pois o compensado do material pode ser reutilizado várias vezes.

“Essa concepção estrutural, aliada ao uso das formas plásticas com material reciclado e de peças metálicas, reduz o gasto de madeira a praticamente zero, numa edificação. Além disso, o uso da plasterit na construção civil evita o desmatamento e ainda a queima de madeira, já que os compensados tradicionais têm pouca durabilidade e são, posteriormente, queimados”, afirma Pereira.

A Premag, que foi contemplada com o prêmio Top Imobiliário 2009 da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-Niterói), na categoria Sustentabilidade ambiental, já ergueu seis edificações com essa tecnologia no estado. E há mais cinco em construção: duas em Niterói, duas em Rio das Ostras e uma em Macaé. Entre elas, a do Hospital Icaraí, na Marquês do Paraná, e o prédio residencial La Brisa, na Praia de Piratininga.

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