Sai o primeiro condomínio com energia eólica

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O primeiro empreendimento imobiliário com produção de energia eólica no Brasil é residencial e será lançado este mês, em Florianópolis. O projeto, batizado de Neo, prevê a instalação de duas turbinas de vento, uma em cada torre. Elas farão o aquecimento de toda água que será consumida pelos 24 apartamentos do condomínio, cuja entrega está prevista para março de 2012.

Desenvolvido nos Estados Unidos e trazido para o Brasil pelo arquiteto e urbanista paulista Jaques Suchodolski, o equipamento é composto por duas turbinas - que medem 1,20m de diâmetro e 6m de altura - capazes de gerar aproximadamente 5kw cada. Ambas atuam em conjunto com painéis solares, que captam a energia do sol.

“A tecnologia será capaz de produzir 100% da energia que será usada no condomínio, que não utilizará nenhum tipo de combustível fóssil. Hoje, apenas o aquecimento da água representa 50% do gasto com energia nas regiões Sul e Sudeste”, diz Suchodolski.

Segundo o arquiteto, o equipamento escolhido - foram dois anos de busca até chegar ao fornecedor ideal - conjuga tecnologia de ponta com um design moderno.

“O posicionamento do eixo do rotor em relação à direção do vento é essencial. Os equipamentos mais antigos, como os moinhos de vento, têm turbinas de eixo horizontal (as pás giram num plano perpendicular à direção principal do vento). Dessa forma, requerem um vento puro e contínuo. Já a tecnologia que será usada no condomínio tem turbinas de eixo vertical (as pás giram num plano paralelo à direção do vento) e, por isso, utilizam qualquer tipo de vento, não fazem barulho e não oferecem risco para os pássaros”, destaca.

Sem revelar o investimento total feito no projeto, Suchodolski conta que o valor estimado de cada uma das turbinas é de US$16 mil:

“É um acréscimo de custo perfeitamente absorvível por um empreendimento deste porte.”

Ainda segundo Suchodolski, o empreendimento terá outros dispositivos sustentáveis, como uma estação de tratamento de esgoto, com direito a uma cisterna específica para água a ser reutilizada, destinada, por exemplo, à irrigação das áreas verdes. Dessa forma, completa ele, o consumo será reduzido em 50%:

“Além disso, o condomínio usará madeira de reflorestamento certificada, tintas e vernizes à base de água. A iluminação será feita por lâmpadas LED, que são mais econômicas, e terá sensores de presença.”

Inadimplência alta gera castigo coletivo em vários condomínios

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Inadimplência compromete os investimentos no prédio (Foto: Divulgação)

Inadimplência compromete os investimentos no prédio (Foto: Divulgação)

Restringir o uso da piscina ou da sauna para determinados dias da semana, desligar um dos elevadores e aumentar a cota condominial. Esses são alguns “castigos coletivos” a que os moradores são submetidos quando a inadimplência no pagamento do condomínio atinge altos níveis. Segundo o vice-presidente de assuntos Condominiais do Secovi Rio, Leonardo Schneider, um índice considerado grave de inadimplência é superior a 8%, ou seja, quando esse percentual de moradores atrasa o pagamento da cota por mais de três meses.

“A inadimplência compromete o orçamento do prédio, que precisa ter fluxo de caixa. Quando muitos moradores não pagam, é preciso economizar de várias formas. Sem contar que os adimplentes acabam pagando essa conta”, afirmou Schneider, ressaltando que as medidas radicais devam ser o último recurso.

Condomínio no Morumbi é alvo do 4º arrastão do ano

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Mais um condomínio de luxo é invadido (Foto: Divulgação)

Mais um condomínio de luxo é invadido (Foto: Divulgação)

Uma quadrilha de 15 ladrões bem vestidos e armados de pistolas, revólveres, metralhadora com silenciadores furou a segurança de um condomínio de luxo do Morumbi, zona sul da capital, na manhã de ontem, amarrou moradores e empregados de quatro casas e as assaltou em um intervalo de menos de 90 minutos. O bando fugiu e ninguém ficou ferido. Em um dos imóveis roubados, mora o jornalista e apresentador Evaristo Costa, do Jornal Hoje, da Rede Globo. Ele não estava no local. Este foi o quarto arrastão a condomínios registrado na capital neste ano. Em 2009, foram 38.

Entre os bens roubados já detalhados pelas vítimas aos policiais do 89º DP (Portal do Morumbi), constam seis máquinas fotográficas digitais, três IPods, sete computadores portáteis, sete celulares, acessórios de informática, US$ 2,9 mil e R$ 1,5 mil em dinheiro e mais de 50 joias, entre colares, anéis e pulseira de brilhante, pérolas, ouro e diamante, além de cartões de créditos e documentos pessoais das vítimas.

De terno, paletó ou trajes sociais e com rádio comunicadores, os assaltantes chegaram ao local por volta das 7h nos mesmos veículos usados na fuga - um Fox, um Polo e um Idea. Os carros estariam, segundo informou um porteiro do residencial, com os selos que liberam a entrada dos moradores no condomínio Maison Vitória Régia, localizado dentro de outro residencial do Morumbi.

Um porteiro foi rendido e, com a ajuda de pelo menos três criminosos que chegaram ao local de táxi, o assalto às residências começou sem que outros moradores desconfiassem da ação. O residencial tem, no total, 24 casas.

Segundo um morador, a ação criminosa era cronometrada - havia hora para invadir cada imóvel - e os ladrões sabiam que naquele momento não haveria crianças nas casas escolhidas. A maioria dos que estavam nos imóveis era formada por empregados.

De acordo com o relato de uma testemunha, antes de entrar em uma das casas, os ladrões esperaram alguns minutos para que o pai da família pudesse deixar o condomínio de carro, com os dois filhos gêmeos de 7 anos, sem perceber o que estava ocorrendo. Munido de uma metralhadora e posicionado na portaria, um dos integrantes da quadrilha acompanhou a saída desse veículo.

Nessa mesma residência, a mãe das crianças foi surpreendida no banheiro da casa. Sem fazer alarde, um assaltante abriu a porta, mostrou a arma e avisou: “Estou esperando a senhora aqui fora (do banheiro)”. Depois, foi obrigada a entregar todas as joias e amarrada em uma cadeira, junto com empregada, grávida de 8 meses.

A cada ação, a cena se repetia: a quadrilha anunciava o assalto, amarrava os empregados ou os moradores, limpava a casa e seguia para a próxima. Como havia silenciadores em algumas armas, as vítimas se apavoraram. “Foi uma hora de terror”, resumiu um empresário.

Toda a ação ocorreu das 7h às 8h30, horário em que os assaltantes entrariam na quinta casa do residencial, onde estava um bebê de um ano e meio. Antes disso, porém, veio o aviso, via rádio: “Deu BO”. Foi a senha para a fuga.

Os moradores têm certeza de que os criminosos tinham detalhes da rotina das casas. Segundo o registro policial, o circuito interno de TV do condomínio não estava funcionando na hora da ação, o que foi desmentido por um porteiro. O botão antipânico da portaria não foi acionado.A polícia diz ter identificado um suspeito.

OUTROS CASOS DO ANO:
2 DE JANEIRO
Um condomínio é assaltado na Vila Mariana, zona sul. A polícia não forneceu mais informações

15 DE JANEIRO
Dezessete homens invadem um condomínio de luxo na Chácara Klabin, zona sul. Uma falha no controle remoto do portão da garagem facilita a entrada dos bandidos. Nove dos 12 apartamentos do prédio são roubados

30 DE JANEIRO
Um condomínio de classe média é assaltado na Rua Coronel Oscar Americano, no Paraíso, zona sul (foto). Dez ladrões rendem um morador e o porteiro. A quadrilha leva dinheiro e aparelhos eletrônicos de sete apartamentos

DICAS:
Prevenção
Evite deixar o controle remoto do portão da garagem no carro. Ele pode ser furtado e usado para a entrada dos assaltantes

Encomendas, como pizzas, presentes e mercadorias devem ser depositadas em ?gaiolas?. O morador deve descer para pegar a encomenda

Ao entrar e sair do prédio, tanto porteiro quanto moradores devem verificar se há suspeitos nas proximidades

Listas com telefones de emergência devem estar em pontos estratégicos do condomínio

Ao contratar funcionários , é preciso o atestado de antecedentes criminais e referências de antigos empregos

Fitas de circuito de segurança não devem ficar na portaria , mas sim em um local isolado

FALHAS:
Falta da ?gaiola? na portaria

Porteiro abre o portão para a entrada do carro sem identificar o morador

O porteiro libera a entrada de convidados sem o aval dos moradores

Câmeras de circuito interno nem sempre gravam a ação dos criminosos, só a registram

Cercas elétricas muitas vezes não têm manutenção

Ao colocar o lixo na rua, funcionário deixa portão aberto por muito tempo

Moradores deixam as chaves dos carros e residências na portaria. (Colaborou Josmar Jozino)

LEIA MAIS:

INADIMPLÊNCIA EM CONDOMÍNIOS DE SP CAI 18% EM APENAS UM ANO

50% DAS QUEIXAS DE CONDOMÍNIOS SÃO RELATIVAS A PROBLEMAS COM CÃES 

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Estudo contemplou cerca de 1,1 mil condomínios (Foto: Divulgação)

Estudo contemplou cerca de 1,1 mil condomínios (Foto: Divulgação)

Levantamento da Lello Condomínios aponta queda de 17,8% no índice de inadimplência em condomínios residenciais da capital paulista no último ano. O estudo contempla cerca de 1,1 mil condomínios, o que representa 60 mil apartamentos, aproximadamente.

Em 2009 o número de boletos em aberto após 30 dias da data do vencimento, o que caracteriza inadimplência efetiva, representou 4,64% do total emitido. No ano anterior esse índice foi de 5,65% e, em 2007, de 6,05%. Segundo o estudo, a redução na inadimplência foi de 23,3% em dois anos.

Dois fatores são apontados pela administradora como determinantes para a queda: a recuperação da economia em 2009, que elevou o padrão financeiro das pessoas, e, principalmente, a lei estadual que permitiu, desde meados de 2008, inscrever condôminos devedores nos serviços de proteção ao crédito.

“Se observarmos a oscilação mensal dos números, o índice de boletos atrasados há mais de 30 dias chegava a picos superiores a 7% até o primeiro semestre de 2008. Depois da vigência da nova lei esse percentual nunca chegou a 6%”, afirma Angélica Arbex, gerente de marketing da Lello Condomínios.

No período analisado, o maior índice ocorreu em maio de 2007, com 7,3% dos boletos de condomínio em aberto por mais de 30 dias. Em 2008 o pico de inadimplência ocorreu em janeiro, com 7,2%. E, no ano passado o índice mais alto, de 5,9%, foi observado no mês de outubro.

Para agilizar a cobrança de boletos em atraso, a Lello utiliza uma ferramenta exclusiva e totalmente informatizada, que é acionada assim que uma cota de condomínio não é paga na data do vencimento. O sistema encaminha, automaticamente, aos condôminos impontuais, cartas boleto estendendo o prazo de pagamento, com multa e juros já calculados. Oferece, ainda, opções de parcelamento do valor caso o síndico assim o determine, e avisa sobre eventuais encaminhamentos para processo de cobrança judicial.

Medidas preventivas contra a dengue em condomínios

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Rio de Janeiro - Neste verão de altas temperaturas, é preciso redobrar os cuidados com a dengue. Principalmente durante o carnaval, quando os foliões caem na estrada, deixando casas e apartamentos fechados por um longo período. Nessa época, é importante reforçar com os síndicos a necessidade de orientar moradores sobre as medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A principal delas, ainda muitas vezes deixada de lado, é evitar o acúmulo de água parada em recipientes como vasos de plantas e garrafas. Nos pratos e pingadeiras de plantas, a água deve ser substituída por areia grossa.

Segundo a Lello Condomínios, especializada em administração condominial, as áreas comuns dos edifícios - como jardins, piscinas, caixa d`água, ralos externos, marquises e canaletas de drenagem para a água da chuva - também requerem atenção especial.

“Os fossos dos elevadores, por exemplo, precisam ser verificados semanalmente. Caso exista acúmulo de água, é preciso providenciar o escoamento por bombeamento. Apenas com o esforço conjunto de síndicos, zeladores e funcionários, aliado ao trabalho das autoridades em saúde, é possível garantir um verão livre da dengue”, destaca Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello Condomínios.

Nas lajes e marquises, deve-se manter o escoamento de água desobstruído, eliminando eventuais poças após cada chuva. Nos ralos externos e canaletas, deve-se usar tela de nylon (trama de um milímetro) ou colocar duas colheres de sopa de sal semanalmente para evitar possíveis focos do mosquito. As mesmas medidas valem para os ralos internos de esgoto. Já as calhas devem estar sempre limpas e sem pontos de acúmulo de água.

As piscinas, por sua vez, quando utilizadas com frequência, exigem apenas tratamento adequado com cloro. Já nas que são usadas eventualmente, o mais indicado é reduzir o volume de água o máximo possível e aplicar, semanalmente, cloro na dosagem adequada a esse volume de água.

Outro item que não pode ser esquecido são os vasos sanitários das áreas comuns do condomínio. Aqueles que são não usados com frequência devem ficar tampados e a descarga deve ser acionada semanalmente. Caso não possuam tampa, é preciso vedá-lo com saco plástico e fita adesiva.

Qualquer descuido pode, inclusive, custar caro para os cariocas. Em janeiro, o prefeito Eduardo Paes aprovou um projeto de lei que estabelece multa de R$ 300 a R$ 3 mil para donos de imóveis onde forem encontrados focos do mosquito. A lei promete rigor com os reincidentes, que poderão pagar a multa em dobro.




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