IPTU maior passa em 1ª votação

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oposição ao projeto do IPTU foi feita na Câmara por apenas 16 vereadores

Oposição ao projeto do IPTU foi feita na Câmara por apenas 16 vereadores

Oito dias após ser protocolado na Câmara Municipal e sem sofrer modificação nenhuma, o projeto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que aumenta em até 60% o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis comerciais e em até 40% o dos imóveis residenciais foi aprovado ontem em primeira discussão. No plenário, 36 dos 54 vereadores presentes votaram a favor do reajuste que atinge, já em 2010, cerca de 1,7 milhão de proprietários de imóveis em São Paulo. A partir de 2011, 276 mil imóveis residenciais com valorizações superiores a 40% previstas dentro da correção da Planta Genérica de Valores (PGV) sofrerão novos aumentos do tributo. A correção também eleva o limite do valor venal dos imóveis beneficiados com isenção de R$ 61 mil para R$ 92,5 mil.

Kassab mostrou mais uma vez o controle que exerce sobre o Legislativo desde seu segundo ano como prefeito, em 2007. Alguns vereadores da base governista que chegaram a criticar o projeto na semana passada, pedindo uma trava inferior a 40%, silenciaram ontem. Durante as mais de três horas de discussão da proposta, não houve embates acirrados entre governistas e oposição, como é de praxe nas votações polêmicas. Na arquibancada do plenário também não havia entidades ou associações de bairro protestando contra o aumento, o que já ocorreu este ano na discussão de projetos do Executivo que acabaram modificados pelos parlamentares.

Sem pressão popular, a oposição ao projeto do IPTU foi feita na Câmara por apenas 16 vereadores - 11 do PT, partido que defendeu aumento semelhante na última correção da PGV, feita em 2001, quando Marta Suplicy era prefeita; 2 do PC do B; 1 do PSB; 1 do PDT; e 1 do PTB. Houve uma abstenção, do vereador Eliseu Gabriel (PSDB). O vereador governista Domingos Dissei (DEM) argumentou ter votado “não” de forma equivocada, mas seu voto favorável não pode ser registrado após a proclamação do resultado pelo presidente Antonio Carlos Rodrigues (PR). Noemi Nonato (PSB) foi a única ausência.

Se for aprovado na próxima quarta-feira em segunda votação, o novo IPTU renderá aos cofres públicos R$ 644 milhões em receita extra para 2010. O reajuste será a 41ª lei aprovada pelo prefeito este ano no Legislativo, onde conta com maioria folgada. Segundo vereadores da base governista, o apoio ao prefeito se deve ao cumprimento das emendas - Kassab já liberou este ano R$ 177 milhões para obras em redutos eleitorais dos vereadores - e à possibilidade de os parlamentares poderem exercer influência nas subprefeituras.

Ontem, o vereador Celso Jatene (PTB) foi o único a propor um projeto substitutivo, que reduzia o limite de aumento do IPTU para 12%. O texto contou com o apoio na Comissão de Constituição e Justiça dos vereadores petistas João Antonio e Ítalo Cardoso, mas foi rejeitado por seis parlamentares.

LISTA DE VOTAÇÃO:

A favor
Antônio Carlos Rodrigues (PR)
Abou Anni (PV)
Adilson Amadeu (PTB)
Adolfo Quintas (PSDB)
Agnaldo Timóteo (PR)
Atílio Francisco (PRB)
Aurélio Miguel (PR)
Carlos Alberto Bezerra Jr. (PSDB)
Carlos Apolinário (DEM)
Cláudio Fonseca (PPS)
Claudinho (PSDB)
Dalton Silvano (PSDB)
Floriano Pesaro (PSDB)
Gilberto Natalini (PSDB)
Gilson Barreto (PSDB)
Goulart (PMDB)
Jooji Hato (PMDB)
José Olímpio (PP)
José Police Neto (PSDB)
Juscelino Gadelha (PSDB)
Mara Gabrilli (PSDB)
Marcelo Aguiar (PSC)
Marco Aurélio Cunha (DEM)
Marta Costa (DEM)
Milton Ferreira (PPS)
Milton Leite (DEM)
Paulo Frange (PTB)
Penna (PV)
Quito Formiga (PR)
Ricardo Teixeira (PSDB)
Roberto Tripoli (PV)
Sandra Tadeu (DEM)
Souza Santos (PSDB)
Toninho Paiva (PR)
Ushitaro Kamia (DEM)
Wadih Mutran (PP)

Contra
Claudio Prado (PDT)
Gabriel Chalita (PSB)
Jamil Murad (PC do B)
Netinho de Paula (PC do B)
Celso Jatene (PTB)
Domingos Dissei (DEM)
Alfredinho (PT)
Arselino Tatto (PT)
Chico Macena (PT)
Donato (PT)
Francisco Chagas (PT)
Ítalo Cardoso (PT)
João Antonio (PT)
José Américo (PT)
José Ferreira (Zelão) (PT)
Juliana Cardoso (PT)
Senival Moura (PT)

Abstenção
Eliseu Gabriel (PSDB)

Ausente
Noemi Nonato (PSB)

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Caem ações contra condôminos

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Com medo de ter os nomes incluídos nas listas das instituições de serviço de proteção ao crédito, mais consumidores estão negociando os valores atrasados da taxa de condomínio antes que os calotes sejam levados aos tribunais.

Levantamento feito pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), junto aos fóruns da capital, mostra que o número de ações judiciais de cobrança por falta de pagamento da taxa de condomínios caiu 14,5%. Foram 910 casos registrados em outubro, ante 1.065 ações em setembro.

O volume é o menor desde maio e aponta uma queda de 13,2% também em comparação ao mês de outubro do ano passado, quando foram computadas 1.048 ações. O vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara, destaca a Lei 13.160, que desde julho de 2008 permite o protesto do boleto de cobrança dos condomínios.

?O inadimplente prefere negociar e pagar parcelado do que ter seu nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito?, afirma.

Gebara lamenta que a morosidade na tramitação dos processos possa interferir na queda dos casos, por desmotivação à busca dos instrumentos legais para solução da inadimplência. ?O condomínio prefere receber aos poucos do que esperar até dez anos por um resultado incerto.?

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Relatório do apagão sai no dia 4

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) pretende entregar, na próxima sexta-feira, ao governo e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o Relatório de Análise de Perturbação (RAP). O documento vai apresentar as informações os detalhadas sobre o blecaute que deixou 18 Estados sem luz na noite de 10 de novembro.

?Temos 30 dias dados pelo ministro, que vencem no dia 15 de dezembro. Mas, pela importância e relevância (do incidente), estamos fazendo todos os esforços para entregar até sexta-feira da próxima semana?, disse o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, que participou da audiência da Comissão de Infraestrutura do Senado para debater as causas do blecaute. A oposição esteve praticamente ausente do debate.

Além do senador Eliseu Resende (DEM-MG), que é vice-presidente da comissão e acompanhou a sessão desde o início, apenas um outro oposicionista, o senador Efraim Morais (DEM-PB) apareceu, no fim da audiência.

Chipp informou, após a audiência, que segunda-feira, durante a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o ONS fará uma apresentação prévia com base no que já foi apurado sobre o apagão. Ele voltou a dizer que o blecaute foi originado por condições climáticas adversas, que causaram três curto-circuitos quase simultâneos nas linhas que levam a energia da usina de Itaipu a São Paulo.

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Telefonia: fim da assinatura em dezembro

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Lei estabelece uma multa de dez vezes o valor indevidamente cobrado do usuário

Lei estabelece uma multa de dez vezes o valor indevidamente cobrado do usuário

A proibição da cobrança mensal de assinatura de telefones fixos e celulares começa a valer em dezembro. A lei deve ser publicada no Diário Oficial até a próxima segunda-feira e estabelece uma multa de dez vezes o valor indevidamente cobrado do usuário a título de ?assinatura mensal?. Pelo texto do projeto, apenas os serviços efetivamente prestados devem ser cobrados. Nesta semana, os deputados estaduais paulistas derrubaram o projeto 255/2002.

A nova legislação, no entanto, corre risco de ser contestada. O mesmo texto já havia sido vetado pelo governador Geraldo Alckmin em 2006, por entender que a competência sobre a área de telecomunicações é da União.

Em 2008 o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) publicou súmula sobre o tema em que define como legítima a cobrança da assinatura mensal, o que aumenta a chance de a lei ser contestada pela Procuradoria Geral do Estado, assim que for publicada. ?Embora defendamos historicamente o fim da assinatura mensal, tememos que essa lei seja questionada e invalidada?, diz Diogo Moyses Rodrigues consultor técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Para o deputado Jorge Caruso (PMDB-SP), que propôs a questão, a argumentação para que a lei continue valendo vai se basear na relação de consumo que existe entre operadora e cliente. ?Essa relação é de responsabilidade dos Estados.? Segundo ele, há exemplos na Justiça de leis estaduais que sobrepõem uma legislação federal. ?A lei antifumo, por exemplo, continuou valendo, mesmo com uma legislação federal que regulamentava os fumódromos.?

Por entender que vai ser difícil derrubar a assinatura mensal dos serviços telefônicos, a Pro Teste passou a trabalhar pela redução do valor cobrado. ?Estamos em campanha para reduzir em 70% o valor das assinaturas e incluir nelas ligações locais ilimitadas, como já ocorre nos países desenvolvidos ?, diz Maria Inês Dolci, coordenadora da entidade.

A Telefônica, concessionária de telefonia de São Paulo, informou que vai analisar a lei assim que for promulgada.

Já a Associação Brasileira das Concessionárias de Serviço de Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a lei deve ser julgada inconstitucional por ser de responsabilidade da União e não do Estado. Segundo a entidade, a assinatura básica cobre custos de manutenção e expansão do sistema de telefonia.

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Aneel se diz preocupada com constantes blecautes no Rio

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Brasília e São Paulo - O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, afirmou ontem que a agência está “preocupada” com a situação dos blecautes que atingiram recentemente o Rio de Janeiro, principalmente em razão da importância e tamanho da área atingida.

“Já acionamos a fiscalização e estamos com o sistema de acompanhamento permanente da situação”, disse o diretor da Aneel.

Hubner ressaltou que a área de distribuição da Light, onde ocorreram os blecautes, dispõe de um sistema sofisticado, principalmente na zona sul da capital fluminense. Na quarta-feira, os diretores da distribuidora do Rio estiveram em Brasília para uma reunião com a Aneel, que solicitou à empresa mais detalhes sobre o ocorrido.

Segundo Hubner, a concessionária se comprometeu, por exemplo, a aumentar a automatização de sua rede.

Indagado se o governo está preocupado com a situação do fornecimento de energia no Rio, levando-se em conta que a cidade será sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e uma das principais sedes da Copa do Mundo de Futebol de 2014, o executivo disse que o governo já está discutindo a necessidade de ações preventivas de reforço no sistema para esses eventos.

Além disso, deverá ser montado um sistema semelhante ao dos Jogos Pan-americanos de 2007, quando usinas termelétricas próximas do Rio de Janeiro foram acionadas para garantir suprimento de energia.

MULTAS - A Aneel também tem estudado mudanças nas penalidades impostas às concessionárias que descumprem as metas de qualidade no fornecimento de energia elétrica. Hoje, boa parte do dinheiro recolhido das multas vai para o Tesouro para compor a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e uma parcela mínima é repassada para o consumidores.

O objetivo da Aneel é repassar integralmente aos consumidores que ficaram sem energia os valores recolhidos com as multas aplicadas nos casos de interrupção dos serviços. A medida valeria a partir de 1º de janeiro de 2010 e deverá ser votada pela diretoria da agência em 8 de dezembro.

Hoje, o controle dos serviços das distribuidoras é feito com base em alguns índices criados pela Aneel. Há os indicadores coletivos, que medem a média de interrupções em um determinado grupo de consumidores, que pode ser um bairro ou região.

Esses índices são chamados de DEC (tempo de interrupção) e FEC (frequência da interrupção). Se as empresas ultrapassam os limites estabelecidos pela agência, elas pagam multas.

As concessionárias também precisam obedecer aos indicadores individuais, que medem o volume e número de quedas de energia por unidade consumidora (residências, comércios e indústrias), chamados de DIC (tempo de interrupção) e FIC (frequência de interrupção).

Com a mudança sugerida pela Aneel, as multas deixariam de ser cobradas sobre o descumprimento das metas dos indicadores coletivos e passariam para os indicadores individuais.

Assim, a agência acredita que conseguirá melhorar a qualidade do fornecimento de energia no País, já que haverá um foco maior na unidade consumidora. Além disso, os clientes que foram realmente atingidos pela falta de luz seriam ressarcidos pela interrupção na prestação de serviço.

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