ONS reduz geração de Itaipu para evitar apagão

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Brasília - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vem desde sábado reduzindo a geração da usina de Itaipu para dar maior segurança ao sistema elétrico nacional e “evitar corte de carga (apagão)” nas linhas de transmissão, apesar de ter negado que um aumento de geração da hidrelétrica pudesse ter levado ao blecaute do último dia 10 e que avançou pela madrugada do dia 11.

Como revelado em reportagem de Geralda Doca e Gustavo Paul no Globo, documento do ONS aponta que às 13h30m do dia do apagão - um minuto antes de cair a linha de Furnas - o órgão determinou a redução da geração da usina em 1,4 mil megawatts (MW) “em razão de descargas atmosféricas ao longo do Sistema de 765 Kv (quilovolts)”.

Um relatório do ONS enviado nesta segunda-feira ao Ministério Público Federal mostra que os problemas nas linhas de transmissão de Furnas que se ligam à hidrelétrica de Itaipu começaram exatamente oito horas e 42 minutos antes do blecaute da semana passada.

No relatório diário publicado na segunda e terça-feira pelo ONS, referente ao desempenho do Sistema Interligado Nacional (SIN) referente aos dias 15 e 16, afirma-se, em relação às regiões Sudeste/Centro-Oeste: “a geração de Itaipu no setor de 60 Hz foi inferior ao valor programado, no período de carga leve, visando prover maior segurança elétrica ao SIN devido às condições atmosféricas desfavoráveis com presença de chuvas, ventos e descargas atmosféricas ao longo das linhas de transmissão, notadamente no estado do Paraná, de forma a evitar corte de carga no caso de contingências múltiplas no tronco de 765 kV e demais circuitos da interligação Sul-Sudeste”.

Já em relação ao dia 14, o Operador fez a mesma coisa e conta em seu relatório que “no período das 16h40m às 22h, visando prover maior segurança elétrica ao SIN devido à condições atmosféricas desfavoráveis com presença de chuvas, ventos e descargas atmosféricas ao longo das linhas de transmissão”, reduziu a geração da usina de Itaipu.

No dia 13, o relatório do ONS publicado em sua página na Internet afirma que “as gerações hidráulica e total de Itaipu foram superiores aos valores programados devido à carga (consumo) acima da prevista”. E continua, ” a geração térmica foi ligeiramente superior ao valor programado”.

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Faixa de isenção do IPTU será de R$ 92,5 mil

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O projeto de lei que muda a base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deixará mais de 1 milhão de contribuintes isentos do pagamento. O número equivale a mais de um terço dos 2,9 milhões de imóveis registrados na capital. Esse acréscimo nas isenções deve servir para reduzir o impacto negativo na imagem do prefeito, Gilberto Kassab (DEM) - variações grandes, como a ocorrida na gestão Marta Suplicy, costumam desgastar o político.

A proposta aumenta em 40% o valor da faixa de isenção. Atualmente, os imóveis residenciais com valor venal de até R$ 65.526,91 não sofrem incidência da tarifa. Com a nova lei, esse limite passará para R$ 92.500. “Um número muito grande de pessoas estará isento (da cobrança)”, disse ontem Kassab.

A Prefeitura também informou, em nota oficial, que mais de 470 mil imóveis terão algum desconto, “sobretudo imóveis que tenham valor venal superior a R$ 92.500,00 e inferior a R$ 185 mil”. De acordo com o governo municipal, ao todo 54% dos proprietários da capital receberão algum tipo de benefício, seja desconto no valor do imposto ou isenção após a aprovação do projeto de lei.

Cerca de 900 mil imóveis da capital já não são taxados. Além das propriedades com valor abaixo da faixa de isenção, também recebem o benefício aposentados, pensionistas, hospitais, igrejas, associações de moradores e proprietários de imóveis atingidos por enchentes.

Esse aumento nas isenções é criticado pelo presidente da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), Marcelo Manhães. “O grande número de isenções sobrecarrega aqueles que pagam o imposto”, diz o advogado. “É injusto que alguns paguem para que outros usufruam infraestrutura urbana.”

Imposto progressivo - Em 2001, a prefeita Marta Suplicy (PT) enfrentou uma verdadeira batalha para aprovar na Câmara o reajuste e a cobrança progressiva do IPTU. Pelo projeto original, a Prefeitura pretendia aumentar o imposto em 60% para os imóveis residenciais e em 80% para os não residenciais.

Depois de muita discussão e protesto, o governo recuou, mas conseguiu aprovar o projeto, mantendo as alíquotas de 0,8% a 1,6% para imóveis residenciais e de 1,2% a 1,8%, para os comerciais. O número de isentos caiu de 1,6 milhão para 1,1 milhão. A arrecadação prevista em R$ 1,8 bilhão com o IPTU foi mantida pela Prefeitura. Só este ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a constitucionalidade do imposto progressivo.

No fim de 2002, e com menos estardalhaço, a Prefeitura aprovou novas alterações no imposto, como o reajuste de 7% da Planta Genérica de Valores (PGV). Apesar do reajuste, o governo não alterou a faixa de isenção que, naquele ano, valia para imóveis com valor venal de até R$ 50 mil.

Em meados de 2006, o prefeito Gilberto Kassab chegou a enviar um projeto de revisão da PGV à Câmara Municipal. A proposta, no entanto, foi criticada pela população e até por vereadores da base governista. A forte oposição à iniciativa de Gilberto Kassab obrigou o governo a retirar o texto do Legislativo.

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Curto-circuito causou apagão, diz ministério

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O Ministério de Minas e Energia informou que o apagão de 10 de novembro, que atingiu 18 Estados, foi provocado por curtos-circuitos próximos à subestação de Itaberá, em São Paulo. A informação foi divulgada em comunicado no site do ministério, que mantém a versão de que a região enfrentava mau tempo.

“Pouco depois das 22 horas da terça-feira passada, curtos-circuitos próximos à subestação de Itaberá, em São Paulo, provocaram o desligamento de três linhas de alta tensão que transportavam energia da Usina de Itaipu e do sistema Sul”, diz o texto. “No momento da interrupção, a região enfrentava descargas atmosféricas, ventos e chuvas intensas.”

O comunicado foi divulgado na noite de domingo, com o objetivo de esclarecer informações a respeito do incidente. Durante os primeiros dias após o apagão, houve grande ceticismo com relação à possibilidade de raios derrubarem simultaneamente as três linhas que trazem a energia de Itaipu para a Região Sudeste.

Hoje, as partes diretamente relacionadas ao apagão se reúnem na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para apresentação de relatório sobre o tema. Elaborado pelo ONS com base em informações da operação do sistema, o relatório deve sustentar a versão de que três raios atingiram as linhas, provocando o curto-circuito - confirmada ao Estado pelo presidente da entidade, Hermes Chipp, na sexta-feira.

O ONS informou, porém, que o teor do relatório só deve ser divulgado amanhã. As investigações sobre o apagão ficarão a cargo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), informou o ministro Edison Lobão, que admitiu a possibilidade de criar uma representação do ONS em São Paulo, como quer o governo estadual.

Em rápida entrevista após a abertura da conferência Brazil Global Energy ontem, no Rio, o presidente de Furnas, Carlos Nadalutti, descartou a hipótese de falha humana no episódio. Segundo ele, o nível de automação do sistema não permitiria a ocorrência de erro pelos funcionários da empresa.

Assim como outras autoridades do setor, ele elogiou o nível de segurança da rede brasileira de transmissão. “O sistema está bem dimensionado, tem a melhor engenharia, é forte.”

No comunicado de domingo à noite, o ministério disse que o governo trabalha para evitar “novos transtornos para a população e para a economia” e orienta os consumidores que tiveram aparelhos elétricos danificados a procurar a distribuidora local de energia em um prazo máximo de 90 dias para pedir ressarcimento pelo prejuízo.

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Hacker invadiu sistema do ONS depois do apagão

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Rio de Janeiro - Dois dias após o apagão, na noite de quinta-feira, um hacker invadiu o site corporativo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo a entidade, não houve ameaça à operação do sistema, que é gerido por meio de uma rede blindada. O ONS informou que o ataque foi detectado pela segurança interna e o problema resolvido no dia seguinte.

A avaliação interna é que o hacker tinha o objetivo de mostrar que pode acessar a rede do ONS. Ainda na noite do apagão, surgiram boatos de que a queda de energia teria sido provocada pela ação de hackers, o que foi desmentido pelas autoridades do setor elétrico. O site atacado na última quinta-feira contém apenas informações administrativas do ONS, como contratos, dados e estatísticas sobre a operação.

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Casas flutuantes e confortáveis

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Projetos de decoração com conforto e praticidade (Fotos: Divulgação)

Projetos de decoração com conforto e praticidade (Fotos: Divulgação)

Rio de Janeiro - Então o frenesi das grandes cidades começa a atrapalhar a sua rotina. Depois de um longo dia de trabalho, o barulho de buzinas e aquele burburinho típico dos centros urbanos interferem no seu anseio pelo sossego e tranquilidade. Nessas horas, há quem pense, ainda que por breves momentos, em se refugiar numa praia ou serra. E por que não em um barco? Os projetos de decoração náutica podem oferecer o mesmo conforto de uma casa para quem quer descansar ou até mesmo morar numa embarcação.

?Hoje, a demanda por esse tipo de projeto cresceu bastante. Antigamente, os clientes queriam barcos mais velozes. Agora, muitos deles priorizam o conforto. Os empresários, de modo geral, querem ter a mesma praticidade que têm em casa, com um espaço em que possam receber amigos e realizar todas as atividades diárias?, explica a especialista em projetos de decoração de barcos, Ana Cláudia Moreno.

Projeto de decoração para barco, de Ana Claudia Moreno

Projeto de decoração para barco, de Ana Claudia Moreno

No projeto, ainda em desenvolvimento, de uma embarcação para passeios de uma família de Manaus, Ana Cláudia investe na decoração contemporânea, prática e multifuncional. O barco tem, aproximadamente, 35 metros de comprimento com sala, cozinha, quarto e ambiente de jogos, já que os proprietários adoram jogar um carteado. No ambiente de estar, a mesa de centro em acrílico com luz interna ganha destaque. A iluminação do teto foi toda feita com sistema de alta tecnologia que proporciona maior leveza ao espaço. Já na parte externa, foi criado um móvel para esconder a caixa de ar condicionado e outros equipamentos, preservando a concepção plástica da embarcação.

Barco com decoração moderna de jovem, de Ana Claudia Moreno

Barco com decoração moderna de jovem, de Ana Claudia Moreno

?Adotamos uma nova concepção de barco na região. Normalmente, a entrada do barco é feita pela cozinha. Neste projeto, nós a colocamos no centro. Tivemos uma grande preocupação com o design e o conforto para que os passeios e pescarias sejam mais prazerosos?, diz Ana Claudia Moreno.

Num outro projeto, a arquiteta foi contratada para transformar um barco de três irmãos, ancorado em Angra dos Reis, num lugar para receber hóspedes. Com 12 metros do comprimento, a embarcação de apoio possui dois banheiros e duas cabines e um móvel que integra a cozinha à sala de estar. Nele, há espaço para microondas, geladeira, pia e fogão.

Decoração clean em barco de jovens

Decoração clean em barco de jovens

?O preto e o rosa guiam a decoração do barco. Usei também almofadas feitas à mão com exclusividade. Os móveis foram todos feitos com carvalho americano. Além disso, a área externa também é muito boa?, diz Ana Cláudia Moreno.

A decoração de um barco para jovens e filhos adolescentes da arquiteta Tânia Ortega tem todo o charme pelo estilo clean e iluminação sofisticada. A embarcação tem 115 pés com quatro espaçosas suítes, cozinha ampla e até home theater.

?Fiz esse barco na Itália, onde foram comprados todos os móveis, e finalizei aqui no Brasil. Os tecidos que revestem os sofás, apesar de terem o toque de algodão, são impermeáveis e, portanto, podem ser usados em áreas externas. O principal foco do projeto foi a iluminação que foi planejada dentro dos móveis e tudo com fita de led. Em todo o mobiliário se encontra uma iluminação difusa, colocada em sancas, inclusive no banheiro?, diz a arquiteta.

De acordo com Tânia Ortega, o processo de decoração e projeto de um barco pode demorar de dois meses a um ano. É sempre um desafio, pois além da falta de espaço, é preciso ter cuidado com a escolha dos móveis e materiais. Tudo deve ser pensado com cautela, desde o abajur até os copos que precisam ter suporte de fixação. Além disso, antes de planejar os ambientes, é necessário conhecer os hábitos da família e descobrir os seus anseios para navegar no rio ou no mar.

Decoração em barcos

Decoração em barcos

?Essa personalização de casas flutuantes com luxo e conforto tem se tornado uma tendência que vem se consolidando a cada ano. Eu me tornei numa investigadora nata de produtos que sejam adequados para se usar em barcos. A arte de decorar um barco requer uma visão diferenciada, em todos os sentidos: desde os móveis até os revestimentos. Um armário pode ter duas aberturas de portas, um lado para a sala e o outro, para a cozinha. O degrau de uma escada pode virar uma gaveta, enfim, até um utensílio pode ser usado com outras funções, em vez de um único uso específico. Ou seja, em um barco o menos é mais sempre. A organização é o ponto mais importante em uma embarcação”, conta Tânia Ortega.

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