Sete anos depois do filme que o tirou do anonimato, Edifício Master ganha nova identidade

Categorias: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Rio de Janeiro - No jargão musical, remasterizar significa nivelar o som, corrigindo imperfeições. Para os cerca de 500 moradores do Edifício Master, em Copacabana, o verbo pode ser usado como sinônimo de transformação. Em 2002, o cotidiano de 37 deles foi parar nas telas do cinema, em documentário dirigido por Eduardo Coutinho. Mais do que revelar os bastidores de um edifício popular de 276 apartamentos, distribuídos em 12 andares, o filme virou um divisor de águas. Marcou o fim de anos a fio de decadência, abandono e má fama. De quebra, valorizou os preços dos imóveis e atraiu novos moradores.

Hoje, quem aporta por lá depara-se com um hall com jardins bem cuidados. A inspiração, diz o síndico Sérgio Carvalho Casaes, vem da ikebana, arte japonesa de arranjos florais. Em dias chuvosos, o piso reluzente não sofre ameaças nem mesmo do pinga-pinga inces$dos guarda-chuvas. Eles são embalados, logo na entrada, por um dispositivo encontrado apenas em alguns shoppings da cidade.

Alguns passos adiante, um segurança de semblante austero observa o vaivém de moradores e visitantes. Quatro homens revezam-se no ofício. São 24 horas sem sair de cena. Cabe a outros dez funcionários manter em ordem o edifício, que hoje é vigiado por 64 câmeras. São três por andar, além das existentes na portaria e demais áreas comuns. Qualquer deslize é transmitido ao vivo, por intermédio de um grande painel instalado próximo aos quatro elevadores.

A convivência entre moradores e a exposição nacional, juntas, deram uma nova identidade ao Master
- Tudo mudou depois do filme. Trocamos tubulações e cabeamentos, instalamos TV a cabo coletiva… Sem cobrar taxa extra, uma grande reclamação anteriormente. E, isso, apenas com o condomínio, que hoje está em R$ 286 - diz Casaes, no comando do Master desde 1997.

ENCONTRE SEU IMÓVEL NO ZAP:


 

LEIA MAIS:

MODA E DESIGN SEMPRE CAMINHARAM JUNTOS

ESTÚDIOS DE MÚSICAS GANHAM ESPAÇO EM PROJETOS DE ARQUITETURA PARA RESIDÊNCIAS

Colecionadoras de casas

Categorias: ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Uma das casas compradas por preço baratíssimo e recuperadas pela advogada texana Taunia Elick (Fotos: Scott Dalton, The New york Times)

Uma das casas compradas por preço baratíssimo e recuperadas pela advogada texana Taunia Elick (Fotos: Scott Dalton, The New york Times)

Em um Estado vasto como o Texas, as pessoas que se sentem levadas a colecionar coisas não têm de se contentar em enfileirar copos da época da Grande Depressão nas prateleiras. Elas podem externar para valer suas obsessões e colecionar casas.

Sempre que tem tempo livre, Taunia Elick percorre os campos de sua região à procura de velhas casas de madeira, que são sua paixão. Nos últimos 30 anos, ela comprou 23. Mas, em meados da década de 90, Taunia, que inicialmente gostava apenas de reformar e vender casas velhas, tornou-se uma colecionadora. Agora, tem 18, algumas das quais retirou de seu local original e transportou para a propriedade de cerca de 4 mil hectares que possui com o marido, John, em Bellville.

Embora as casas custem relativamente pouco, ou mesmo não custem nada sem o terreno, ela gasta milhares de dólares para arrumá-las e decorá-las em estilo de época. Uma de suas últimas aquisições, por US$ 3 mil, foi a Knolle-Ripple House, do início do século 19, que estava começando a apodrecer e recoberta de trepadeiras e mato. Ela pretende transportá-la para Lonesome Pine, um dos seus três ranchos, a uma hora e meia de Houston.

Colecionar casas não é tão incomum nesse lado do Texas. John Kana, dono de uma empresa que transporta casas e que trabalhou para Elick, conta que chega a transportar 50 construções por ano e tem quatro concorrentes em um raio de 48 km. A geografia ajuda. Os terrenos são planos, em geral sem árvores, e as estradas, retas, o que torna o transporte uma operação relativamente simples.

Mas esse hobby não é barato. Os Elick são advogados e têm um escritório na cidade, mas foram obrigados a fazer com que seu hobby se pagasse, alugando as propriedades em um empreendimento chamado Texas Ranch Life, no qual oferecem pernoite com café da manhã nas propriedades que possuem. Os hóspedes são geralmente grupos que fazem terapia de casal ou executivos europeus que brincam de cowboy nos fins de semana.

Taunia e o marido advogam em uma cabana de troncos de madeira na pequena Bellville, perto de um posto de gasolina, e em uma casinha amarela de madeira em estilo alemão do início do século 19 que levaram até ali. Ela lembra que, quando era menina, ouvia as constantes conversas dos pais a respeito de uma “casa dos sonhos” que a família um dia construiria. Aos 12 anos, gastava a mesada em livros de projetos de casas e usava o tempo livre desenhando várias versões de como essa casa seria. Aos 16, a família finalmente se mudou para a casa dos sonhos, e isso acabou separando os pais.

O fato contribuiu para que ela desgostasse da tendência americana de construir casas grandes e caras e se interessasse pelas pequenas e velhas. O hobby começou em 1995, quando ele a John construíram um lago artificial para pescar entre duas pequenas colinas no seu rancho Lonesome Pine. Eles ficaram tão fascinados com a beleza do lugar que resolveram ter uma casa à beira do lago. E Tony Gerhardt decorador de interiores que havia já trabalhado para eles, sugeriu que trouxessem uma casa velha ? ele encontrou para o casal uma antiga por apenas US$ 4.500.

Como quase todas as casas do casal, a do lago está pintada nas cinco cores tradicionalmente usadas pelos primeiros colonizadores alemães da região: amarelo-ocre, ferrugem, marrom, cinza e azul-celeste intenso. Tem decorações esmaecidas de flores silvestres abstratas rodeando o teto, que ainda eram visíveis quando a casa foi dilapidada. Gerhardt as incrementou com desenhos contemporâneos. “Muita gente acha que os colonizadores do Texas tiveram uma vida muito difícil ? e de fato tiveram ?, mas, mesmo assim, gostavam de ter coisas bonitas”, explica Taunia.

Há outras coleções de casas inspiradas por uma certa filosofia preservacionista nesse pedaço do Texas. Uma delas fica na cidade vizinha de Round Top (população 77, está escrito em uma tabuleta), onde a Fundação de Artes Pioneiras do Texas mantém um museu de dez casas antigas ? a maioria das quais foi levada para lá de outros lugares.

ENCONTRE SEU IMÓVEL NO ZAP:

LEIA MAIS:

DEFINIDO MODELO DE PLUGUES E TOMADAS

SOLUÇÕES DE MARCENARIA COM MOVIMENTO MUDAM A CARA DE AMBIENTES

Rede CBS diz que hackers causaram apagão de 2007

Categorias: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Na segunda-feira o site da revista Wired informou que um grande apagão que ocorreu no Brasil em setembro 2007, recentemente atribuído a hackers, foi na verdade resultado da negligência na manutenção de duas linhas de transmissão. Segundo o site, a informação tem como base relatório de agências do governo e outros órgãos que investigaram o incidente por mais de um ano.

O programa 60 Minutes, da rede CBS, citou no domingo à noite fontes anônimas afirmando que os dois dias de apagão no Espírito Santo foi provocado por hackers que atacaram a companhia que controla o sistema de energia. Segundo a rede, hackers também teriam sido responsáveis por outro pequeno apagão no Rio de Janeiro em janeiro de 2005. De acordo com algumas versões, eles estariam tentando extorquir dinheiro da empresa que controla o sistema de transmissão de energia.

Funcionários do governo negaram a informação e a Furnas Centrais Elétricas disse ao Wired na segunda-feira que não tem conhecimento de que hackers agiram em seu sistema de transmissão.

Segundo o site, a primeira explicação para o blecaute veio de Furnas dois dias após o incidente. A companhia disse que o apagão foi provocado por depósitos de fuligem na região do Espírito Santo. A Agência Nacional de Energia Elétrica multou Furnas em cerca de R$ 5,5 milhões pela má manutenção dos isolantes de alta voltagem na torres de transmissão.

Questionado se o blecaute de ontem poderia ter sido causado por hackers, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, disse que, apesar dessas notícias já terem surgido, ele prefere acreditar que a causa tenha sido problemas atmosféricos.

TWITTER - No Twitter, rede de microblogging, o assunto “Itaipu” alcançou o sétimo lugar nos chamados trending topics, a lista dos temas mais comentados, em pouco mais de duas horas após o início do apagão. Entre os posts, houve piadas, como “zumbis atacam hidrelétricas”. Em inglês, o rapaz apelidado de JudgeWhopper diz que a parte mais assustadora do fim da luz é que “o porta-voz de Itaipu afirmou que a situação pode durar de 2 a 3 dias “.

ENCONTRE SEU IMÓVEL NO ZAP:

LEIA MAIS:

TEMPESTADE PODE TER CAUSADO FALHA

ANEEL CONCLUIRÁ CÁLCULO SOBRE ERRO NAS TARIFAS DE LUZ EM UM MÊS

“Hipótese de vendaval é plausível”

Categorias: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Para os especialistas, pode ter havido dois problemas ontem: interrupção nas linhas de transmissão de Furnas ou falhas em algumas das subestações, que convertem a energia do Paraguai para o Brasil. Por causa disso, o diretor da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), César Barros, avalia que deve demorar para se descobrir a causa do desligamento do sistema. “A hipótese do ministro de que o problema tenha sido provocado por um vendaval é plausível. Isso explicaria a situação e a dificuldade de saná-lo”, avalia Barros.

Barros acredita que o sistema está sendo recomposto por outras usinas de menor porte, como a de Ilha Solteira, Jupiá, Xavantes, Três Marias e Furnas. “São usinas que suportam a carga, principalmente nessa hora da madrugada, em que a demanda é bem menor”, explicava, no início da madrugada de hoje. “A questão agora é descobrir o motivo e a intensidade do problema. Se for um problema de queda de linha, vai demorar de dois a três dias e pode ocorrer que tenhamos de ligar outras usinas térmicas para poder atender à carga. Supondo o pior, podemos ter problemas de abastecimento.”

Se a queda de energia foi causada por falhas nas linhas de transmissão, o problema pode demorar para ser solucionado, segundo a assessoria da Binacional Itaipu. Técnicos estimavam em até três dias o tempo necessário para se avaliar completamente o sistema. Os técnicos teriam de percorrer todo o conjunto elétrico (são cerca de 1.000 quilômetros de linhas de transmissão) para descobrir o foco do problema. Se a pane foi em alguma das subestações, por exemplo, os técnicos precisam descobrir o local exato que provocou a falha.

PROBLEMAS - Apesar de o governo federal insistir há tempos que o Brasil está livre do risco de apagões pelos próximos anos, os especialistas sempre batem na tecla de que isso não pode ser considerado uma verdade absoluta. O professor da Universidade de São Paulo José Goldemberg, por exemplo, é um desses críticos. Em julho, em meio às discussões sobre a permissão para que o Paraguai negociasse uma fatia da energia elétrica produzida em Itaipu no mercado livre brasileiro, Goldemberg disse que o governo poderia estar incorrendo em um erro. Segundo ele, o governo agia como se todos os problemas de infraestrutura na área de energia estivessem resolvidos. “Se não fosse a crise e o generoso regime de chuvas, teríamos problemas em breve”, disse, à época. Em artigo recente publicado no Estado, Goldemberg lembra que, desde o apagão de 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, “os riscos de um novo apagão - real ou imaginário - rondam os gabinetes de Brasília e, na prática, determinam as políticas equivocadas adotadas nesse setor”.

O governo vinha comemorando recentemente a folga que o sistema elétrico brasileiro ganhou nos últimos meses, por causa das chuvas fartas. Os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste iniciaram o ano no melhor nível desde 2006, o que dá um grande conforto no abastecimento. Isso não foi, no entanto, suficiente para evitar mais um apagão.

ENCONTRE SEU IMÓVEL NO ZAP:

LEIA MAIS:

?PROBLEMA OCORREU NA TRANSMISSÃO. TODAS AS USINAS ESTÃO NORMAIS”

TEMPESTADE PODE TER CAUSADO FALHA

Telefonia também foi afetada

Categorias: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

O apagão de ontem teve reflexo em outros serviços. As redes de telefonia celular, por exemplo, acabaram sendo afetadas pela queda de energia elétrica. Muita gente teve dificuldade para fazer chamadas de seus celulares ou para passar mensagens de texto. Em alguns locais, os celulares ficaram completamente sem sinal.

As empresas, porém, disseram que os problemas não foram generalizados. A operadora TIM, por exemplo, informou que sua área técnica identificou congestionamento na rede porque muitas pessoas tentaram ligar ao mesmo tempo para saber informações exatamente sobre o apagão. Além disso, algumas antenas tiveram problemas no gerador.

Mas, de acordo com a empresa, a rede, de uma forma geral, continuou a funcionar. As outras grandes operadora de telefonia celular do País - Vivo, Claro e Oi - ainda não tinham, até o final da noite de ontem, informações da área técnica sobre a origem do problema. Mas as assessorias dessas operadoras foram contactadas por celular e conseguiram passar informações.

Nos casos de falta de energia elétrica, cada uma das estações radiobase, formadas pela antena e equipamentos de rede, passam a funcionar com gerador de energia. No caso de um apagão em larga escala, no entanto, algumas estações podem acabar saindo do ar por problemas no gerador.

As empresas de telefonia móvel informaram ontem apenas que verificariam com a área técnica o impacto da falta de energia em suas redes e no aumento do tráfego de chamadas.

Os geradores de eletricidade têm autonomia para operar durante algumas horas. Por isso, se o problema de fornecimento de energia tiver duração mais longa, o impacto no serviço poderia ser maior. Até a noite de ontem, não havia informações sobre problemas na rede de telefonia fixa.

ENCONTRE SEU IMÓVEL NO ZAP:


 

LEIA MAIS:

TEMPESTADE PODE TER CAUSADO FALHA

QUEDA DE LINHA DE ENERGIA CAUSA BLECAUTE EM 12 ESTADOS E NO DF




ZAP
Copyright © 2010 ZAP. Todos os direitos reservados. v2.0