Garimpo de luminárias com preços acessíveis na Rua dos Lustres

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Rio de Janeiro - Basta um punhado de luz para destacar um objeto, ampliar o espaço ou torná-lo mais aconchegante. A iluminação é um importante aliado do projeto decorativo. Por isso, na hora da compra, é bom estar atento aos modelos de abajur, arandela, pendente e balizadores. Durante um passeio pela popularmente conhecida Rua dos Lustres, em Benfica, o arquiteto Flávio Hermolim mostra que é possível, sim, garimpar boas peças e com preços acessíveis.

Garimpo de luminárias na Rua dos Lustres (Fotos: Divulgação)

Garimpo de luminárias na Rua dos Lustres (Fotos: Divulgação)

“A iluminação é elemento importante no projeto de decoração. Além de realçar os ambientes, ela ajuda a definir as funções que são exercidas em cada recinto. Na Rua dos Lustres, pode se encontrar peças parecidas com modelos encontrados em lojas de grife e com preços reduzidos em até 40%”, explica Flávio Hermolim.
 
Uma das peças destacadas encontradas durante um percurso pelo Casarão dos Lustres é a luminária de mesa Poste de Luz Antigo (R$ 180). A peça, com 45cm de altura, pode adornar o criado mudo ou aquela mesa lateral da sala. Quem gosta de peças clássicas, pode optar pelos pendentes de cristal. O valor da peça na rua dos lustres pode custar, segundo Hermolim, um terço do valor total de uma similar encontrada em lojas de marca.

“Costumo usar esses lustres de cristal em projetos de sala de jantar. Eles podem ser combinados com uma decoração tanto clássica como contemporânea. E os preços são mais acessíveis”, completa Hermolim.
 
Na Rua dos Lustes, as arandelas também ganham destaque, há opções para áreas externas e internas com desenhos diferenciados. Os preços podem variar entre R$ 45 e R$ 140, em média. Luminárias em estilo inglês (R$ 266, no Casarão dos Lustres) dão o charme aos escritórios e mesas de estudo. Com tantas opções, é recomendável ir com tempo de sobra para garimpar na rua das luzes de Benfica.

ONDE ENCONTRAR:
Casarão dos Lustres
Rua Senador Bernardo Monteiro, 28 - Benfica - Tel: (21) 3289 2944

Estação da Luz
Rua Senador Bernado Monteiro, 70 - Loja A e B - Benfica - Tel: (21) 2158-8484

Forlamp
Senador Bernado Monteiro, 35 - Benfica - Tel: (21) 3860-5767 / 3890-3931

Metalustres
Senador Bernado Monteiro, 44 - Benfica - Tel: (21) 3860-0585 / 2580-9784

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Projeto de estúdio da arquiteta Claudia Santos (Foto: Divulgação)

Projeto de estúdio da arquiteta Claudia Santos (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro - Os acordes da guitarra são afinados. O baterista já está com as baquetas em mãos e o amplificador pronto para ser ligado. A expectativa de curtir um som, entretanto, pode ser atrapalhada pelo receio de incomodar os vizinhos. Nessas horas, os estúdios de música são uma boa opção para quem quer tocar em casa com toda tranquilidade. Aquele cantinho esquecido pode ser todo revestido com materiais específicos para melhorar a acústica do ambiente e impedir que as melodias escapem para outros espaços. No projeto da arquiteta Claudia Santos, a varanda da casa, local pouco utilizado pela família, foi o escolhido para ser adaptado às novas funções.

“Como todos na família gostam de música, tocam instrumentos e cantam, a idéia de fazer um estúdio agradou à todos. Além de ter vedado todo o recinto com esquadrias de vidro duplo, fiz um rebaixo de teto com revestimento acústico, instalei ar condicionado e mesa de som”, afirma a arquiteta.

O piso é o item mais problemático da casa, pois transmite facilmente os ruídos para outros espaços, sobretudo no caso da bateria e da percussão, devido ao pedal de bumbo e aos tambores colocados no chão. Para amenizar os barulhos, a arquiteta Sophia Galvão sugere a colocação de um piso sobre o original e isolado por blocos de borracha. No projeto de estúdio de música em um apartamento duplex, Sophia optou pela inclusão de tábuas de ecowood, um aglomerado que imita madeira, para dar o acabamento final. Além disso, ela chama atenção para o cuidado com o isolamento de paredes e teto.

Projeto de estúdio da arquiteta Sophia Galvão

Projeto de estúdio da arquiteta Sophia Galvão

“Uma vez construídas as paredes e o teto do estúdio, dentro dos critérios adequados de isolamento, foi necessário fazer um tratamento interno das superfícies, buscando-se as condições ideais para a aplicação de espuma acústica. Um lambri em madeira deu o acabamento às paredes”, explica Sophia Galvão.

Os estúdios também são aconselhados para os que gostam de assistir filmes com acústico máximo. Um ambiente como este para funcionar em perfeitas condições deve ter manutenção periódica das instalações feita por empresas especializadas.

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Cuidado com empreendimentos na planta (Foto: stock.xchng)

Cuidado com empreendimentos na planta (Foto: stock.xchng)


Comprar apartamento na planta, apesar de mais barato, pode trazer contratempos para o consumidor - já que o produto (imóvel) é apenas um projeto no momento da assinatura do contrato. Esse tipo de compra exige atenção nos detalhes para que não haja surpresas desagradáveis na hora da entrega. Uma atitude importante para evitar problemas é pesquisar quais construtoras são mais confiáveis. O Procon-SP, por exemplo, mantém um cadastro com as reclamações recebidas sobre as empresas. Ao comprar o imóvel, procure guardar todos os materiais de propaganda.

Caso alguma promessa publicitária não seja cumprida, os anúncios podem ser utilizados como prova, mesmo que o item não conste no contrato. Neste caso, é possível desistir e cancelar a compra, pedir o abatimento no preço final de valor proporcional aos itens que não foram entregues ou até entrar com uma ação na Justiça com pedido de indenização por danos morais.

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Caixa cadastra empresas

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A Caixa pré-aprovou o crédito para 4,3 mil construtoras de micro e pequeno porte em todo o País. Em São Paulo, 1.578 empresas foram beneficiadas pela medida anunciada na quinta-feira e válida para construtoras com faturamento anual de até R$ 7 milhões. ?Estamos convidando esses empresários para que apresentem projetos do programa ?Minha Casa, Minha Vida??, afirma o superintendente regional da Caixa para o Estado de São Paulo, Válter Nunes.

O crédito facilitado deve aumentar a velocidade das obras do programa habitacional do governo, diz Nunes. Isso porque vai permitir que essas construtoras ofereçam imóveis na planta, como fazem hoje as grandes incorporadoras. ?Com isso, o empresário consegue vender as habitações durante a fase de construção?, afirma.

Além dessa facilidade, Nunes diz que os empreendimentos de duas a 500 unidades podem ser submetidos à Caixa sem que o empresário tenha a posse do terreno. ?A construtora precisa apenas ter a opção de compra da área em que será o projeto?, diz. O terreno é adquirido pela Caixa na assinatura do contrato com a construtora, caso o projeto seja aprovado.

A Dical Construtora mudou de estratégia após o surgimento do ?Minha Casa, Minha Vida?, no fim de março. Na época, o ramo habitacional representava 10% do faturamento. Hoje, essa participação já subiu para 50%. ?Antes estávamos na área industrial?, diz o proprietário Léo Kielmanowicz. A empresa faturou R$ 5 milhões no ano passado e deve dobrar de receita em 2009.

De janeiro a outubro, Caixa recebeu 2 mil projetos para a construção de 415 mil moradias em todo o País. Desse total, 103 mil residências já foram contratadas, num investimento de R$ 6,63 bilhões. Em São Paulo, foram 483 propostas para a construção de 92 mil habitações. Dessas, 21,7 mil foram contratadas, no valor total de R$ 1,7 bilhão.

COMO FUNCIONA - O empresário interessado em apresentar projetos para o programa ?Minha Casa, Minha Vida?, deve procurar uma agência da Caixa e pedir uma análise de risco de crédito.

A classificação de risco de crédito varia de ?A? a ?H?. Para poder participar do projeto, a construtora deve possuir análise de risco com conceito ?AA?, ?A?, ?B?, ?C? e ?D?.

Entre os documentos necessários para a avaliação de risco estão o contrato social da empresa, demonstrativos contábeis e extratos bancários atualizados.

A Caixa pede também o preenchimento de formulários com declarações econômico-financeiras das receitas, custos, despesas e quadro de dívidas das empresas. Mais informações em www.caixa.gov.br.

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Pequenas construtoras têm espaço para crescer

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Construtoras aproveitam a expansão do mercado (Foto: Divulgação)

Construtoras aproveitam os negócios do mercado (Foto: Divulgação)


As pequenas e médias construtoras devem responder pela maior parte das habitações previstas pelo programa ?Minha Casa, Minha Vida? do governo federal. A estimativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) é que essas empresas sejam responsáveis por 550 mil dos 750 mil apartamentos e casas contratados pela Caixa Econômica Federal até julho do ano que vem.

O banco público reconheceu a importância desses parceiros na quinta-feira, quando pré-aprovou a análise de risco, também chamada de rating, para 4,3 mil micro e pequenas e construtoras em todo o País.

Essas são as empresas que a Caixa já considera aptas a apresentar projetos para o programa habitacional (veja mais nesta página). ?Fizemos a seleção entre as 12 mil construtoras que trabalham ou já trabalharam com a gente?, diz Válter Nunes, superintendente regional da Caixa em São Paulo.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sérgio Watanabe, diz que a Caixa busca atrair essas empresas para tornar viáveis projetos menores. ?As grandes construtoras não se interessam pelos empreendimentos de pequena escala?, afirma. Além disso, as pequenas empresas também trabalham com as faixas de renda mais baixa, também deixadas de lado pelas grandes incorporadoras.

A Construtora Faleiros, por exemplo, atua com dois projetos para as faixas mais baixas de renda em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. São condomínios com 140 apartamentos de dois dormitórios. Para esses empreendimentos, a Caixa paga um valor fixo de R$ 52 mil por habitação. ?Temos uma estrutura familiar, bem enxuta e temos mais facilidade nesses projetos. Para uma empresa grande é preciso muito volume, porque o preço de R$ 52 mil achata as margens?, afirma João Alberto Faleiros, diretor técnico da empresa.

Para Faleiros, outro diferencial importante das pequenas empresas é a agilidade na hora de aprovar os licenciamentos. ?As grandes construtoras atuam com projetos maiores que requerem a aprovação conjunta dos órgãos públicos, que demora mais que as autorizações individuais dos projetos menores?, diz Faleiros.

Atualmente a Construtora Faleiros tem cinco projetos em fase adiantada de análise pela Caixa. Outros seis estão em estudos para serem submetidos ao banco. A expectativa da empresa é construir pouco menos de três mil unidades neste ano. ?Esse número deve subir para 4 mil no ano que vem, quando o programa ?Minha Casa, Minha Vida? vai ter mais efeito?, afirma Faleiros.

A Etemp Engenharia também trabalha com a baixa renda. Possui um projeto em São José do Rio Preto (SP) que se enquadra no ?Minha Casa, Minha Vida?, para a faixa de zero a três salários mínimos. ?A maior parte do mercado está trabalhando na faixa de três a dez salários mínimos e está muito aquecido e concorrido?, diz José Carlos Molina, diretor da empresa.

Molina diz que o teto para a habitação voltada para a mais baixa renda torna praticamente impossível a construção de um empreendimento desses na capital paulista, onde os terrenos são caros. ?Nesse caso, é preciso ir para algumas das cidades da Grande São Paulo?, diz.

Atualmente, 65% dos empreendimentos da Etemp são voltados à baixa renda. A empresa já trabalha com os projetos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) de São Paulo e também com obras do PAC Habitacional. ?Com o ?Minha Casa, Minha Vida? esperamos que a participação do segmento popular cresça para 80% do nosso faturamento?, diz.

As pequenas incorporadoras também pretendem lucrar com o programa. Criada há três anos, a Sabiá espera crescer 200% neste ano. A incorporadora já surgiu voltada para o segmento econômico e recebeu um novo fôlego a partir da criação do pacote habitacional. ?O programa foi um divisor de águas e quadruplicou a velocidade de vendas dos empreendimentos?, diz Luiz Vairo, sócio da Sabiá. Segundo ele, após lançamento do programa, em março, o crédito para os empreendimentos habitacionais voltou ao mercado.

350
MIL HABITAÇÕES
devem ser contratadas pela Caixa entre as pequenas construtoras até julho do ano que vem, segundo a CBIC

200
MIL RESIDÊNCIAS
devem ser contratadas entre as construtoras médias até meados de 2010, de um total de 750 mil projetado pela CBIC

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