Harmonia entre o antigo e o contemporâneo da arquitetura

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O imponente Palacete Rosa, em estilo mourisco, tem minarete e relevos no alto das janelas (Foto:Zeca Wittner)

O imponente Palacete Rosa, em estilo mourisco, tem minarete e relevos no alto das janelas (Foto:Zeca Wittner)

É inevitável. Todos os dias, motoristas e pedestres que passam pela Rua Bom Pastor, no Ipiranga, não resistem. Enquanto esperam o farol, espicham os olhos tentando alcançar mais algum detalhe do casarão de inspiração mourisca, construído em 1927 pela tradicional família árabe Jafet. Impecável depois de um processo de restauro de quase três anos, o Palacete Rosa, como é conhecido - com seu charmoso minarete e janelas sempre fechadas - atiça a imaginação. Quem consegue transpor o portão alto, subir a escadaria de mármore e entrar nesse palácio urbano tombado como patrimônio da cidade não se decepciona. Todo o luxo que Munira e David Jafet, os primeiros proprietários, fizeram questão de instalar na mansão ainda está lá, assim como os recursos mais modernos, entre eles, um spa com ofurô, uma cozinha sofisticada e um belo home theater.

A harmonia entre o antigo e o contemporâneo foi alcançada em uma parceria do atual proprietário, o psicólogo e médium Luiz Antonio Gasparetto, com a arquiteta Josanda Ferreira. E os dois tiveram um desafio respeitável: como o interior do palacete é quase todo recoberto por afrescos e arabescos e tudo foi tombado, essa revitalização só poderia passar pela única parede despida desses atributos, nos fundos da residência. Foi assim que a casa, de 1 mil m2 de área construída em terreno de 1,2 mil m², ganhou aquecimento a gás e renovação das redes elétrica e hidráulica.

No térreo, o hall principal rouba a cena. São 5 metros do chão até a claraboia de vitrais coloridos que arremata o que é o coração do Palacete Rosa. O brilho do piso de granilite com peças de madrepérola incrustadas é apenas o aperitivo de um espaço requintado que reproduz o interior de uma mesquita, com seus arcos e paredes revestidas de alto a baixo de relevos em um rendilhado delicado. Na parte superior, que dá acesso aos quartos, um imenso tromp l?oeil reproduz a paisagem de uma cidade do oriente - segundo o proprietário, Bagdá.

Os cuidados com o restauro se estenderam aos vitrais da sala de jantar, de outra saleta do térreo e da escada, confeccionados pela tradicional Casa Conrado, a mesma responsável pelos painéis do Mercado Municipal e do Palácio das Indústrias, que já foi sede da Prefeitura de São Paulo, entre outros. Ainda receberam cuidado especial os afrescos assinados por Ernesto Frioli, autor também de pinturas do Teatro Municipal.

A imponência dos arcos, do vitral, dos lustres e das paredes trabalhadas na parte superior do hall

A imponência dos arcos, do vitral, dos lustres e das paredes trabalhadas na parte superior do hall

O teto das salas de jantar e de música, por exemplo, estavam caindo e tiveram de ser suspensos lentamente com a ajuda de tirantes, em um processo que levou pelo menos seis meses. Tanta experiência no restauro do casarão acabou unindo cliente e arquiteta. Juntos, montaram a empresa Arquiplano Arquitetura e Design, que agora presta serviços a terceiros.

A cozinha rústica, que em algum momento teve um fogão à lenha, porque na reforma foi encontrada uma chaminé, segundo a arquiteta, ganhou ladrilhos hidráulicos feitos sob encomenda. “Mandei também copiar as colunas das janelas da fachada nos vitrôs, para manter o clima da época”, diz Gasparetto.

Inspiração que se repetiu nos armários e nas portas de madeira da geladeira. Só nas portas, porque se trata de um moderníssimo refrigerador Sub-Zero Side by Side (preço sob consulta na Iesa). Os cooktops e o módulo barbecue da marca Smeg são outros confortos que o proprietário, cozinheiro de mão cheia nas horas vagas, fez questão de ter. Mais uma exigência foi a pia com tampo e as duas cubas de mármore verde Guatemala, executada pela Ranieri Mármores e Revestimentos, instalada em uma ilha no centro do cômodo.

O mármore, dessa vez Amarillo Indalo (também da Ranieri), compôs com as pastilhas sextavadas outro cenário que une passado e presente, no banheiro do andar superior, que já conta com aquecimento a gás. A pedra, em outro tom, também está nos detalhes das torneiras douradas produzidas na Argentina.

O lustre veio de um antiquário do Rio de Janeiro, assim como os puxadores do móvel do home theater. Já a cama com dossel do quarto do proprietário no primeiro andar, apesar de parecer centenária, foi feita recentemente sob encomenda.

SPA NO PORÃO - Uma das maiores transformações ocorreu no antigo porão sem conforto, onde freiras ursulinas de rito oriental, que ocuparam o imóvel antes de Gasparetto, costumavam dormir. Durante décadas, elas mantiveram no local o Instituto Santa Olga - um abrigo para filhas de refugiados russos. As meninas ocupavam os dormitórios no primeiro andar, enquanto as religiosas repousavam no subsolo.

Mas pode esquecer a ideia de porão claustrofóbico e úmido. O do palacete tem 340 m², um bom pé-direito e, na reforma, ganhou melhor ventilação e bonitos ladrilhos hidráulicos (da Fábrica de Ornatos Nossa Senhora da Penha) para montar um dos espaços preferidos da casa, uma mistura de spa e residência de verão. Há academia, sauna e ducha. Segundo Josanda, o mais complicado de instalar foi o ofurô. “Esse piso fica abaixo da caixa de esgoto; então criamos um poço para coletar a água usada, que depois é bombeada automaticamente para a rede”, explica a arquiteta.

No subsolo funciona ainda um estúdio, onde o proprietário faz seus projetos de decoração, trabalha no tear e guarda sua coleção de mais de 1.300 filmes antigos. Ele tem também um quarto perfeito para os dias mais quentes (o dormitório “oficial”, com direito a cama com dossel fica no primeiro andar). As paredes muito grossas e a posição garantem um ambiente mais fresco. Como a casa é tombada não foi possível instalar um sistema de ar-condicionado no cômodo.

À PROVA DO TEMPO - O Palacete Rosa foi cinza no tempo em que era ocupado pelas freiras. “Levamos meses para chegar à cor original”, conta Gasparetto, que sonhava desde pequeno em ser dono do que sempre chama de casarão. Mas já não foi possível usar a mesma argamassa rosada da época da construção do imóvel.

Todo o lado externo do casarão, assim como os muros, receberam uma textura no tom certo e ainda um tipo de verniz que impermeabilizou o revestimento, para evitar problemas com infiltrações. Os muros também receberam um tratamento contra pichações, preocupação que certamente a família Jafet não tinha nos anos 20.

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Reembolso da conta de luz está com a Aneel

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O ressarcimento dos consumidores de energia, que têm pago mais do que deveriam nas contas de luz, está nas mãos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na próxima semana, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Minas e Energia, Edison Lobão, terão um encontro com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, para tentar encontrar uma solução definitiva para o problema.

As distribuidoras de energia, responsáveis pela cobrança das contas de energia elétrica, estão dispostas a participar das discussões, mas defendem que a forma como se dará o processo de ressarcimento deve ser apresentada pela Aneel, responsável pela fiscalização do setor. ?Não há como falar desse assunto sem falar do órgão regulador. Não podemos ter iniciativas individuais?, disse Luiz Antônio Ciarlini, presidente da Celpe, a empresa de energia de Pernambuco, durante audiência pública realizada ontem na Câmara dos Deputados.

Um erro na forma de cálculo dos reajustes das tarifas tem provocado uma cobrança a maior nas contas de luz de todos os consumidores de energia elétrica no País desde 2002. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU) esse erro tem feito com que as distribuidoras de energia não repassem para as tarifas os ganhos de escala obtidos. Se os ganhos fossem repassados, as contas de luz sofreriam um reajuste menor. Brechas na metodologia, entretanto, têm feito com que as empresas ?embolsem? esses ganhos.

Para o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais, as distribuidoras não podem ser responsabilizadas pelo erro. ?Em momento nenhum as distribuidoras estiveram fora da lei?, disse. ?Houve uma brecha na lei e não podemos ser acusados de tungar os consumidores?, disse.

O Ministério de Minas e Energia informou, na última quarta-feira, que a Aneel tem autonomia para reeditar a Portaria Interministerial n° 25/2002 , de modo que seja corrigida a metodologia de reajuste das tarifas.

Para o executivo da Cemig, a Aneel tem como bloquear ?de imediato? a possibilidade de repetição do erro, evitando assim que a cobrança a mais se repita no próximo ano. ?A agência pode verificar o porcentual que gerou essa cobrança indevida e abater do próximo reajuste?, disse. Mas é o ressarcimento dos valores cobrados de forma indevida nos últimos anos que preocupa. ?As empresas precisam de um tempo para verificar esse passivo?, disse Morais.

Uma das preocupações dos executivos das distribuidoras é achar um modelo de ressarcimento que não desequilibre a estrutura econômico-financeira das empresas, considerando os valores que poderão ser objeto de ressarcimento. Para o deputado Alexandre Santos (PMDB-RJ), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre tarifas de energia, esse valor pode ultrapassar R$ 10 bilhões, sem considerar possíveis correções monetárias.

Apesar da indefinição por parte do governo, que tem conhecimento do problema há mais de dois anos, o ministro Edison Lobão afirmou ontem que os consumidores não ficarão com o prejuízo nas mãos. ?Estamos conversando com a Aneel. Vamos chegar a uma solução. O consumidor não será prejudicado?, disse.

Procurada pela reportagem, a Eletropaulo, distribuidora que atua no Estado de São Paulo, não se manifestou sobre o assunto. Renato Andrade (colaborou Ligia Tuon)

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Lula pode vetar parte da Lei do Inquilinato

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Brasília - Apesar da rapidez na tramitação e da unanimidade com que foi aprovado na Câmara e no Senado, o projeto que altera a Lei do Inquilinato pode sofrer vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Casa Civil da Presidência e o Ministério da Justiça começaram a analisar os pontos polêmicos da nova lei, sobretudo aqueles que enfraquecem o equilíbrio de forças entre consumidores e pequenos empresários e os proprietários de imóveis.

O Estado apurou que são fortes as chances de veto parcial, alcançando alguns pontos polêmicos, dependendo da reação de entidades de defesa do consumidor e de órgãos civis, como a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que divulgou nota ontem apontando danos às pequenas e microempresas.

Com 14 modificações, a nova Lei do Inquilinato agiliza o processo de despejo, adotando rito sumário em casos de má-fé do inquilino ou atrasos de pagamentos. Pelo projeto, bastará a expedição de um mandado de despejo para o locatário ser obrigado a deixar o imóvel dentro de um prazo de 30 dias, espontaneamente. Depois disso, ele será despejado compulsoriamente por ordem judicial. Hoje, é exigido que o inquilino receba dois mandados e duas diligências, o que faz o processo se arrastar, em média, por 14 meses.

O texto seguirá para sanção presidencial após a contagem de cinco sessões, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira. Os dois ministérios terão, a partir daí, 15 dias para avaliar se recomendam vetos. O objetivo das alterações, segundo a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), relatora do projeto, é reduzir o déficit habitacional no país, estimado em 8 milhões de moradias. Presume-se que haja 3 milhões de imóveis fechados por receio dos proprietários de colocá-los no mercado.

Ideli não acredita em vetos porque o projeto, segundo ela, teve ampla discussão na base governista e é um dos raros que encontrou apoio de todas as bancadas do Congresso, inclusive da oposição. O tema, a seu ver, é de relevante interesse para o País porque resolve uma insegurança jurídica que já durava 18 anos, causando conflitos entre inquilinos e proprietários. Ela garantiu que o direito de defesa dos locatários foi preservado, inclusive nos aluguéis comerciais.

As novas normas desobrigam a apresentação de fiador, mas nesse caso o inquilino fica sujeito à desocupação do imóvel ao bel prazer do proprietário. Quando houver fiador, este não precisará mais ficar amarrado ao contrato até o final, podendo pedir desligamento em caso de divórcio do inquilino ou de morte de um dos cônjuges, ou ainda por ocasião de renovação do contrato. Nesse caso, o inquilino terá 120 dias para apresentar novo fiador.

A senadora explicou que a demora na retomada de imóveis ocupados por maus inquilinos e o risco de ações judiciais intermináveis fazem com que muitos proprietários desistam de alugar. Com a mudança, a expectativa é que o tempo médio de retomada do imóvel caia para três ou quatro meses. Ela acredita que a maior oferta de imóveis provocará a queda no valor dos aluguéis. O projeto, segundo ela, também beneficia o inquilino bom pagador, que poderá ser desobrigado a registrar um fiador ou qualquer outra forma de garantia, como seguro ou depósito caução.

Nos casos de dissolução familiar ou de morte do inquilino, o fiador poderá renunciar às sua condição. Mas os efeitos da fiança perdurarão por 120 dias, após notificação do fato pelo locador.

A atual Lei do Inquilinato não prevê essas questões. O projeto cria a proporcionalidade na multa rescisória quando o imóvel for devolvido antes do prazo. Atualmente, a multa é linear e estabelecida desde o início do contrato.

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Inmetro já prevê corrida tecnológica

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A manutenção da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos de baixo consumo de energia vai estimular a produção de aparelhos mais eficientes. De acordo com Gustavo Kuster, gerente da divisão de programas de avaliação da conformidade do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), entidade responsável pela realização dos testes que classificam os eletrodomésticos em cinco classes de consumo, haverá uma corrida tecnológica entre os fabricantes para atenderem aos padrões de menor consumo de energia.

Atualmente os eletrodomésticos são classificados em cinco classes de consumo - do A (mais eficiente) ao E (menos eficientes). Do total de refrigeradores produzidos no País, 76% são classificados dentro do padrão A e B. No caso das lavadoras de roupa, 50% são classificadas entre as mais eficientes em consumo de eletricidade e, entre os fogões, 60% correspondem às faixas de consumo A e B. O Inmetro avalia também outros aspectos dos eletrodomésticos, como gasto de água, no caso das lavadoras e eficiência dos queimadores, no caso dos fogões. No entanto, a redução do IPI tem base apenas no consumo de energia elétrica dos equipamentos.

“Hoje a maioria dos eletrodomésticos vendidos no País já atende às classes de menor consumo de energia, mas a manutenção do imposto reduzido vai tornar o preço dos produtos de classe A, mais eficientes, muito próximo do preço dos produtos de classe E, menos eficientes”, disse Kuster. Hoje a diferença de preço entre as classes de consumo pode chegar a até R$ 100, no caso de refrigeradores.

“A medida é inovadora e vai beneficiar o consumidor, que terá acesso a produtos que poderão fazer diferença na conta de energia”, afirmou Kuster. Segundo o gerente do Inmetro, ainda são poucos os países que condicionam a redução de impostos à eficiência energética dos produtos - um deles é a Alemanha. Sua opinião é compartilhada por Maria Inês Dolci, coordenadora da ProTeste, entidade de defesa do consumidor. “É importante que as classes C e D tenham acesso aos produtos mais eficientes, hoje consumidos pelas classes mais ricas”, afirmou.

A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV-AC) também avaliou como positiva a iniciativa da Fazenda de condicionar a redução do IPI a produtos mais eficientes. Ela ponderou, no entanto, que a medida não deveria ficar restrita a três meses. “É uma iniciativa positiva, mas temos de sair das ações pontuais. No âmbito de uma reforma tributária, têm de ser pensados meios para incentivar as tecnologias limpas.”

CERTIFICAÇÃO - Para receber o selo de eficiência energética, os produtos são divididos em categorias, de acordo com tamanho e atributos. Depois, são testados em relação ao consumo de energia, de acordo com parâmetros internacionais estabelecidos pela ISO, entidade global de padronização. Após os testes, as informações são processadas em um modelo matemático, que classifica os produtos conforme a eficiência.

Os testes são refeitos a cada seis meses, para contemplar atualizações tecnológicas e para incluir também os novos produtos lançados pelo mercado. “Quando o consumidor escolhe um produto A, ele pode ter certeza de que é o mais econômico em sua categoria”, disse Kuster, do Inmetro.

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Indústria quer corte definitivo

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Depois da prorrogação seletiva do corte do IPI para os eletrodomésticos da linha branca, a indústria se prepara para pressionar o governo para que a medida se torne definitiva. “É preciso que a decisão seja perene”, afirma Lourival Kiçula, presidente da Eletros, que reúne os fabricantes de eletroeletrônicos. Segundo ele, boa parte dos produtos tem o selo classe A do Procel, que garante a isenção total do imposto.

Annette Reeves de Castro, superintendente da Esmaltec, comemora a decisão e diz que todos os produtos fabricados pela companhia são classe A.

A Latina, que produz as lavadoras semiautomáticas, os tanquinhos, informa que seus produtos também são classificados como A no consumo de energia. Paulo Coli, vice-presidente da empresa, considerou acertada a decisão do governo de estimular as empresas que investem em produtos mais eficientes.




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